quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eita Troço Bom - Quentão e Vinho Quente




História do Quentão
Ele é a típica bebida das festas juninas. E como as comemorações em homenagem a santos como Santo Antônio, São José e São Pedro se realizam por todo o Brasil no mês mais frio do ano, foi providencial que o quentão se tornasse um ícone. Seu poder de esquentar o corpo não tem uma origem comprovada, mas sabe-se que deve ter surgido no interior dos estados de São Paulo ou Minas Gerais, onde a população rural passou a misturar pinga com gengibre e especiarias e ferver tudo criando uma bebida não apenas ótima para aguentar o inverno, mas também para aguçar o paladar.

O quentão mais tradicional é feito com cachaça e adicionado de um pouco de água, açúcar, lascas de gengibre descascado, cravo-da-índia e canela em pau. A bebida, depois de fervida, espalha pelo ar o cheiro doce e ao mesmo tempo picante, atiçando os frequentadores de quermesses e festas juninas de todos os formatos. Exagerar no quentão, porém, não é boa ideia. Além do álcool que pode causar embriaguez rapidamente, existe a questão do alto valor calórico. Um modesto copinho de 60 ml de quentão tem nada menos que 120 calorias.


Existem variantes da bebida inventadas a cada festa que se realiza. Alguns preferem, por exemplo, adicionar à fervura do quentão lascas de limão e laranja, para dar um odor diferente. Outros se inspiram no preparo do vinho quente e fazem quentão do mesmo modo, acrescentando frutas sem casca picadas, como a maçã. O sabor da cachaça ainda se sobressai dessa forma, mas o quentão fica, digamos, saborizado de maçã.

Dicas de mestre
- Usar cachaça de qualidade baixa para fazer quentão é um erro. A qualidade da pinga influencia diretamente no resultado, escolher uma cachaça de boa origem, mais envelhecida, de alambique, pode fazer a diferença entre um quentão sem graça e um drinque memorável da festa junina;

- É importante seguir uma ordem na hora de preparar o quentão.

- É bom, também, usar um filtro de café ou funil com peneira, para separar os pedaços depois de pronto e servir apenas o líquido;

- A proporção entre água e cachaça deve ser observada. Senão o quentão fica tão forte que ninguém passa do primeiro gole. Ou pior: passa muito...ai vai a receita!!!!

Quentão


Ingredientes:

600ml de cachaça 
1 e 1/2 xícaras de açúcar 
2 paus de canela médios
2 limões médios cortados em rodelas
casca de uma laranja 
4 cravos-da-índia 
50 g de gengibre cortado em fatias
2 xícaras de água 


Modo de Preparo: 

Coloque o açúcar em uma panela funda. Leve ao fogo. Com cuidado, acrescente a água fervente, os cravos-da-índia, gengibre, canela, fatias de limão e casca da laranja. Ferva em fogo baixo por cerca de 10 minutos para que o caramelo dissolva. Acrescente a cachaça e ferva novamente por cinco minutos. Coe e sirva em pequenas canecas.

Agora se você prefere o vinho quente ai minha sugestão.


Vinho Quente


Ingredientes:
açúcar a gosto
casca de 1 laranja média
3 colheres (sopa) de suco de limão 
1 xícara (chá) de suco de laranja 
5 cravos-da-índia 
1 litro de vinho tinto seco 
2 pedaços de canela em pau 

Modo de Preparo:
Em uma panela grande, coloque o vinho, a casca e o suco de laranja, o suco de limão, a canela e os cravos e leve ao fogo. Assim que levantar fervura, acrescente o açúcar; deixe por mais 5 minutos e retire do fogo. Deixe o vinho quente descansar por 1 hora em um
recipiente tampado. No momento de servir, esquente-o novamente.


BOM ARRAIAL PARA VOCÊ!!!!


Fonte: iG Comidas

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Opção de Drink Para o Inverno

BullShot


Tomávamos muito esse drink em temporadas em Campos do Jordão e hoje é um dos meus favoritos para noites de frio!!
Ai vai a receita se delicie!!!

3/10 de Vodka
6/10 de Consommé (Caldo de Carne)
1/10 de Suco de Limão
Molho Inglês, Pimenta Tabasco, Sal e Pimenta do Reino a gosto.

Montar em copo Long Drink com gelo e servir!!!



Leituras Gastronômicas Parte 4



Bill Buford é adepto do que podemos chamar de "jornalismo participante". Para escrever o elogiadíssimo Entre os Vândalos, um retrato detalhado da violência dos hooligans ingleses, acompanhou esses torcedores fanáticos durante quatro anos. Para traçar o perfil do extravagante Mario Batali, um dos chefs mais famosos dos Estados Unidos, decidiu literalmente pôr a mão na massa e participar do universo da alta cozinha como simples auxiliar de cozinheiro. O resultado é Calor, em que narra basicamente duas histórias: a do gargantuesco Batali, capaz de entornar meia caixa de vinho durante um almoço, e as aventuras e desventuras do próprio Buford, um intelectual cinqüentão, como "escravo de cozinha", aprendendo, entre talhos nos dedos e queimaduras, a cortar cenouras em cubos milimetricamente iguais, grelhar costeletas de carneiro e peixes ao mesmo tempo, e fazer polenta para duzentas pessoas. De passagem, revela alguns segredos nem sempre confessáveis de um restaurante três estrelas (por exemplo, como fazer uma sopa de restos e cobrar 29 dólares por ela, ou como usar vinho barato em um prato supostamente sofisticado). Mas além de passar quase um ano na cozinha do Babbo, considerado um dos vinte melhores restaurantes americanos, subindo penosamente na sua hierarquia, Buford resolve refazer o trajeto da formação de Batali. Em pequenos burgos da Itália, ele aprende os segredos do macarrão artesanal e, por fim, vai trabalhar num açougue muito peculiar, em que o dono recita Dante e escuta Mozart enquanto serve gente que veio do mundo inteiro para conhecê-lo. No açougue, Buford se torna aprendiz do Maestro, um verdadeiro mestre zen da carniçaria, na arte de desossar porcos e vacas (Buford fica tão entusiasmado com suas novas habilidades que ao voltar para Nova York compra um porco inteiro e o leva na garupa de sua motoneta para casa). Entremeando casos engraçados, personagens fascinantes, curiosidades históricas e reflexões sobre o mundo da gastronomia, este livro satisfaz tanto aos leitores vorazes como àqueles que preferem saboreá-lo aos poucos.