sexta-feira, 27 de maio de 2011

Encontro Slow Food no espaço Zym em São Paulo


O encontro foi no Espaço Zyn (http://www.zym.com.br), um espaço criado para que todos aqueles que buscam evolução cultural, pessoal ou espiritual.
ZYM é mais que um espaço, é um canal de comunicação que permite á você, através de processos terapêuticos ou artísticos, a livre escolha de caminhos na busca de sua realização.
Vendo o homem como um Ser Integral, visando harmonia entre mente, corpo e espírito.

Mais um novo produto entra para a Arca do Gosto que faz o catálogo mundial que identifica, localiza, descreve e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção, mas ainda vivos, com potenciais produtivos e comerciais reais. 

O objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que estão em risco de desaparecer. Desde o início da iniciativa em 1996, mais de 900 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca. Este catálogo constitui um recurso para todos os interessados em recuperar raças autóctones e aprender a verdadeira riqueza de alimentos que a terra oferece.


A Chefe Claudia Mattos que aos oito anos já mostrava completa autonomia na cozinha, dando conta do preparo de saborosos cardápios para toda a família. Acompanhava a mãe em aulas de culinária e, depois, em casa, esmerava-se na execução do que aprendera.


Com ela ficou o receptivo a todos que chegavam com sua produção, s
empre muita atenciosa com todos.



 Fotos: Sergio Gonçalves

Entre as novidades, o maracujá da caatinga, de casca e interior com coloração verde, possui paladar mais adocicado que o maracujá comum, amarelo. O jatobá, árvore nativa do cerrado, gera uma vagem cuja polpa é uma farinha. Essa farinha é usada em preparos que podem substituir a farinha de mandioca, por exemplo.

Mais havia muita coisa gostosa!!!


 Fotos: Sergio Gonçalves


Já o piracuí é uma farinha feita dos peixes acari e tamuatá, encontrados na região de Manaus. Em um forno, os peixes secam e são esmagados, dando origem a essa farinha, de sabor acentuado de peixe.

O piracuí é um alimento derivado do beneficiamento de peixes. As espécies mais utilizadas são o acari (Lipossarcus pardalis) e o tamuatá (Callichthys callichthys). Estas espécies vivem nos fundos dos rios, em especial de leitos rochosos, alimentando-se de lodo, vegetais e restos orgânicos. Na época em que os rios atingem o auge da seca - de agosto a outubro - grande quantidade deles fica presa no solo úmido não submerso, onde sobrevivem por poucos dias. Pelo fácil acesso à captura, são aproveitados para o preparo do piracuí.




O evento rendeu um reencontro com o querido Prof. Dr. Ricardo Maranhão - Coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira.


  Fotos: Sergio Gonçalves

E minha amigas  Chef Claudia Mattos e Chef Katiuscia Vasconcelos.

                                                          Fotos: Sergio Gonçalves

Esse encontro é organizado pelo convivia, convivia são a expressão local da filosofia Slow Food. Eles articulam relações com os produtores, fazem campanhas para proteger alimentos tradicionais, organizam degustações e palestras, encorajam os chefs a usar alimentos regionais, indicam produtores para participar em eventos internacionais e lutam para levar a educação do gosto às escolas. E, o mais importante: cultivam o gosto ao prazer e à qualidade de vida no dia-a-dia.

Os convivia são a espinha dorsal do Slow Food e eles se tornam possíveis somente pelo incansável trabalho dos associados que, voluntariamente, se dispõem a usar seu tempo e energia para realizar os ideais do Slow Food.

Bom essa foi minha primeira vez de muitos encontros desde grupo de associados e voluntários que acredita no alimento bom, limpo e justo.

Fontes:

2 comentários:

  1. Oi Fê,
    Em junho teremos a festa Junina do Slow...esperamos vc lá no Zym!

    bjo

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  2. Que ótimo e lógico que vou estar é sempre um prazer!!!
    Bjs Katy!!

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