sábado, 13 de março de 2010

Cachorro Quente, Hot Dog ou Pão com Salsicha.


Sou um grande apreciador de um bom hot-dog, tenho amigas e preciso mencionar os nomes delas(Aline e Adriana) pois são minhas companheiras de "A procura do dog perfeito" na cidade de são paulo.


Tenho lá minhas teorias sobre o lanche mais vou ficar com a que eu encontrei na internet,espero que gostem.


1. A mais conhecida é a de um açogueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro bassê.

2. Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou esse tipo de salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.

3. Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsichas quentes bolou uma maneira de seus fregueses não queimarem as mãos. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luvas de algodão limpíssimas. Só que os clientes esqueciam de devolve-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pães.

A partir de 1945, depois da segunda guerra mundial, quando o Brasil passou a sofrer grande influência da cultura americana, o cachorro-quente conquistou definitivamente seu espaço aqui.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Food Revolution


“Food Revolution” é o nome do projeto de Jamie Oliver que visa revolucionar a alimentação das crianças nos Estados Unidos. Após uma visita a diversos lares e escolas americanas, Jamie juntou dados e imagens alarmantes. Hoje, dois terços da população americana está acima do peso e as crianças de hoje viverão menos que seus pais caso as coisas não mudem rapidamente. Em termos de saúde, obesidade corresponde a 10% dos gastos, sendo o problema que mais mata, ganhando até do cigarro. O problema é que as crianças não sabem o que estão comendo e não estão sendo educadas nesse sentido. Qualquer um fica chocado ao ver as imagens de Jamie em uma escola mostrando vegetais aos alunos. Ele mostra um tomate e pergunta o que é. Um aluno responde: batata. Quando mostrou uma berinjela a resposta foi “pêra”. Assim, Jamie propõe uma mudança urgente, um movimento de reeducação alimentar não só para as crianças, mas para os pais e escolas já que é deles o dever de ensinar. É preciso mostrar que cozinhar com alimentos frescos é simples e quais os seus benefícios e ensinar a população a prepará-los.

O movimento de Jamie Oliver ganhou o prêmio TED “One wish to change the world” de 2010. Para os que não conhecem, o TED é um evento interessante que não visa lucro, mas apenas dividir boas idéias. O evento acontece em diversos países (incluíndo o Brasil) e traz palestrantes das áreas de Tecnologia, Entretenimento e Design para dividir boas idéias com o público. O premiado ganha uma soma para colocar sua idéia em prática e Jamie saiu do evento com US$ 100.000.

Claro que os Estados Unidos não são os únicos a ter esse tipo de problema, mas ainda figuram em primeiro lugar na lista dos países obesos. A realidade onde uma menina de 16 anos tem uma perspectiva de vida de apenas 6 anos é grotesca. Esse é um movimento que os estados Unidos precisam começar, mesmo que liderados por um inglês.

Abaixo, o link da palestra que ele fez no TED que merece ser vista por todos:

http://www.youtube.com/watch?v=go_QOzc79Uc&feature=player_embedded
Tartarugas recheadas

Agora é a vez da “Bacon Cheese Turtleburger”, isso mesmo, uma tartaruga-burger com bacon! E aí, vai encarar?!
Você sabe para que serve uma receita?

A resposta está no blog do Carlos Alberto Dória. Veja lá convite para o lançamento do seu novo livro, com um monte de gente bacana debatendo a questão.


http://ebocalivre.blogspot.com/2009/03/voce-sabe-para-que-serve-uma-receita.html

Spätzle de taioba


Coloquei uma reportagem sobre taioba quase agora e resolvi colocar uma variação de como utilizar a folha .


Em Ilhabela tinhamos no nosso quintal lindas folhas e ficavamos inventando receitas diversas (eu e gustavo).
E agora em São Paulo tive a ideia de fazer essa massinha alemã com todo o sabor e cor da taioba.
Segui a massa tradicional, mas substituí parte da água pela massa de taioba e deixei a massa mais densa já que o glúten estaria mais diluído por causa do acréscimo da verdura. Ficou pra lá de bom, nesta multimistura eurobrasileira.






Spätzle de taioba
Rende: 3 porções


2 folhas de taioba
1 ovo
190 g de farinha de trigo (cerca de 1,5 xícara)
Água
1/2 colher (chá) de sal
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta-do-reino

Lave bem as folhas de taioba e vá rasgando, tirando pedaços entre a estrutura. Descarte o esqueleto das nervuras principais. Cozinhe os pedaços de folhas em água fervente salgada por 2 minutos ou até ficar bem macia. Escorra bem, espere esfriar (a minha rendeu 80 g), coloque, amassando bem, numa xícara padronizada de 240 ml e complete-a com um ovo e água. Bata tudo no liquidificador até ficar cremoso. Coloque numa bacia e junte farinha, mexendo sempre até resultar numa massa elástica e não muito mole. Bata bem e passe pelo instrumento de fazer spätzle. Ou apoie uma tábua com a massa na borda da panela e vá cortando tirinhas com uma faca, deixando cair direto sobre a água. Quando subirem na água, tire com uma escumadeira e vá ajeitando numa travessa. Junte um pouco de azeite ou manteiga para que não grudem e sirva com molho ou com cebolas carameladas na manteiga. No caso, servi com o molho de calabresa ou qualquer molho de sua preferência.


Mais para frente coloco um post com receitas de molhos para acompanhar diversos tipos de massas.

TAIOBA - Xanthosoma sagittifolium


Muitos de nós, preocupados com a extinção de grandes mamíferos ou de aves tropicais nem suspeitamos de uma lenta e preocupante extinção que acontece bem debaixo de nosso nariz. É o caso de uma série de hortaliças que estão desaparecendo dos quintais e das feiras pelo Brasil afora. Desconhecimento e desinformação são as principais causas do sumiço dessas plantas alimentícias que ajudaram a nutrir muitas gerações. Há uma verdadeira falta de educação alimentar baseada nos produtos nativos da nossa flora ou de espécies que chegaram aqui há séculos e que se aclimataram bem nas terras brasileiras.
Isso faz com que a gente vá perdendo não só diversidade agrícola (e biológica), como também deixando de ter a oportunidade de experimentar sabores que podem tornar ainda mais interessante a experiência de nossos paladares.

É o caso da taioba, que anda sumidíssima dos quintais do Brasil. Tornou-se raridade a hortaliça. Uma pena, já que a planta é uma opção alimentar das mais ricas e saborosas. Enquanto os pais buscam suprir a carência de vitamina A na nutrição de jovens e crianças com suplementos e artifícios, a velha e boa taioba vai para o baú do esquecimento.

Cultivada há milhares de anos na China e no Egito, a taioba se parece com a couve, mas tem folhas maiores, mais largas e mais vistosas. As pesquisas já comprovaram que a folha tem mais vitamina A do que a cenoura, o brócolis ou o espinafre. Por ser rica em vitamina A e amido, é um alimento fundamental para as crianças, idosos, atletas, grávidas e mulheres que amamentam.


No quintal, a taioba cresce junto com a alface e a cebolinha e não há motivo para ser excluída das mesas dos brasileiros. O preparo é simples. A taioba pode ser tratada como a couve: lavada, picadinha e refogada com cebola, torna-se um excelente acompanhamento para o almoço ou o jantar. A taioba também pode ser a base de deliciosos bolinhos e recheio para pizzas pra lá de vitaminadas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

ÁGUAS AROMATIZADAS


A culinária também lança moda e no momento as "águas aromatizadas" estão fazendo o maior sucesso, tanto nas casas quanto em restaurantes e bares. Caiu no gosto popular pela apresentação e sabor refrescante. Já existe por ai inúmeras variações, mas vou passar as básicas para vocês.
REFRESCANTE 1

1 litro de água, ramos de hortelã, rodelas de limão siciliano ou taiti, cubos de gelo.
Junte todos os ingredientes em uma jarra de preferência transparente e deixe descansar por 1 hora ou até o momento de servir.

REFRESCANTE 2
1 litro de água, cascas (finas) de limão siciliano ou taiti, cascas (finas) de laranja, 2 ou três anis estrelado, cubos de gelo. Deixe descansar para liberar o aroma.

Dica: Sirva sempre bem gelado e pode acrescentar frutas como morangos, uvas, maçãs, etc.

segunda-feira, 8 de março de 2010


Em mais uma de umas minhas pesquisa pela internet e na procura de novas receitas para o buffet.
Me inspirei e escrevi esse texto sobre terrines e pates,espero que gostem,.estou me esforçando para poder escrever ,mais coisas legais como essas.

Terrines e Patês

De tempos em tempos surge uma nova vedete na mesa do gourmet. Geralmente, ela aparece com ares de novidade ou de iguaria esquecida e, doravante, revisitada.

Uma das vedetes do momento é a Terrine. Com sabor diversificado, as vezes até mesmo intrigante, com textura e formatos variados, a Terrine aterrissou em nossa mesa como a estrela da hora. Entretanto, sua história é bem mais antiga!

O nome Terrine é francês e seu equivalente em português é terrina. O significado literal da palavra, tanto na França quanto no Brasil é o mesmo: recipiente fundo, retangular, oval ou redondo, geralmente de cerâmica vitrificada, louça ou porcelana, comumente com tampa e com capacidade para ir ao forno.

De acordo com o Aurélio, o termo terrina quer dizer a mesma coisa que patê. Embora procedente, há uma distinção a se fazer.

Antigamente os patês eram cozidos dentro de terrinas e de tanto ser utilizada para esse fim, a Terrine acabou tendo um significado próprio e diferenciado do original patê.

Esta palavra, que veio do francês Pâté, significa uma mistura a base de carne coberta por uma crosta de massa, semelhante ao nosso empadão. Nessa etimologia encontramos o parentesco: embora as preparações do patê e da terrine sejam semelhantes, a Terrine não comporta cobertura à base de massa. Tão tênue esta diferença que, hoje, alguns cozinheiros não fazem distinção entre Patê e Terrine.

Sei que para nós brasileiros, o patê tem um significado bem mais amplo. Trata-se de qualquer preparação de consistência pastosa e gosto marcante, cozida ou não e, geralmente, servida como aperitivo.

Voltemos então para a história. Desde a Antiguidade os romanos apreciavam o patê feito com carne de porco. Na Idade Média as receitas se multiplicaram: havia patês de enguia, carpa, carnes de caça, galináceos, etc. E assim, a cada novo século, cozinheiros criativos reinventavam o patê ou a terrine e, geralmente, dedicavam a nova criação a um personagem importante.

Hoje em dia, a terrine serve de desafio aos chefes desejosos de experimentar novos sabores e combinações. Na sua forma mais rústica e elementar, a preparação da terrine comporta qualquer tipo de carne e diferentes tipos de fígados.

Um dos segredos mais importantes é a gordura. Adicionada à preparação, tanto pode ser usada a banha de porco, como o toicinho, o bacon ou o creme de leite com teor significativo de gordura. O tempero é peça chave e pede sabores pronunciados como a noz de moscada, ervas finas, pimenta caiena, cravo em pó, etc. Além disso, a mistura deve ser úmida para evitar o ressecamento. O suco de limão, o conhaque, os vinhos branco ou tinto, caldos ou cremes e até o molho branco podem ser utilizados.

O teste do tempero é necessário porque o gosto fica sempre menos pronunciado depois do cozimento e do repouso na geladeira. Para verificar, faça uma bolinha com a preparação e ponha dentro de água em ebulição. Deixe cozinhar um pouco e, então, avalie o sabor e a textura da mesma, fazendo as devidas correções.

O cozimento é sempre lento e feito no banho-maria. Se não tiver uma terrina apropriada, use uma forma de pão ou bolo inglês, de metal ou de vidro.

Para apurar o gosto deixe a terrine na geladeira por dois ou três dias antes de servir. Acompanhe-a com salada verde e pães, servindo-a como entrada, aperitivo ou como uma refeição leve.

Essas informações correspondem a algumas das características da terrine rústica, a mais comum. Porém, este prato serve para inúmeras variações e experimentos. Da culinária francesa clássica nós herdamos terrines elaboradas e refinadas que muito contribuem para a alta gastronomia. Encontramos a Terrine de Foie Gras com trufas, a de Coelho com cogumelos selvagens, a de Codorna recheada de passas e a Terrine de Pato com laranja.

Os chefes contemporâneos também têm proporcionado maravilhas pro nosso paladar. São terrines levíssimas, quase com a consistência de mousses, a base de peixes, lagostas e camarões. E para os que não dispensam uma sobremesa: terrines transparentes, de gelatina com especiarias, funcionando como vitrine para as mais variadas frutas. Para um serviço completo, apresente estas terrines sobre o prato, fatiadas, com creme fresco batido e um molho à base de fruta.